
Quando penso na frase de Paulo: "quem é Paulo, quem é Apolo?" não posso deixar de ver uma simplicidade pouco encontrada em nossos círculos regiliosos, que é tão pedante. Basta reparar nas biografias de grandes pregadores que quando seus nomes aparecem, como Wesley, Finney, Moody, Edwards, Bunnyan, Billy Graham e outros, não há nenhuma preocupação com títulos eclesiásticos. O sociólogo Max Weber diz por exemplo que a hierarquia impõe distâncias e logicamente no cristianismo não há hierarquia. Há sim, posições de respeito mas sem o exibicionismo discrepante do Evangelho de Cristo. Quando Paulo escreve à Igreja de Corínto havia grupos que estavam com preferências por Apolo, que era exímio nas Escrituras, e outros por Paulo, que fora o fundador daquela comunidade em Corínto. Podemos reparar que ele não menospreza a cristandade de Apolo, o que não teria lógica alguma, nem tampouco, se utiliza de vaidade titular. Isto é comprovado da seguinte maneira: ele poderia dizer: "Quem é O APÓSTOLO PAULO e quem é Apolo?" Mas não há essa intenção na mente de Paulo. Até porque a palavra apóstolo não cabia aqui. Alguns podem dizer que devemos dar honra a quem honra mas, o título eclesiástico não é indício de honra alguma. A palavra apóstolo vem do grego "apostello". "apo" é uma preposição grega que significa em seu sentido original "de" "afastar-se" e "stello" está no sentido de "distância, enviar"... (continua)
Um comentário:
NICE~
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